quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Tempo de Natal: o período do Natal

O Natal traz consigo as boas novas de grande alegria (Cf. Lucas 2.10), anunciando o nascimento do Salvador do mundo em Belém. A segunda Pessoa da Trindade, para redimir a humanidade, se encarnou, tornando-se homem. Após a grandiosa celebração da Ressurreição, a Festa do Nascimento torna-se a mais significativa do Ano da Igreja.

O Natal começou a ser observado e celebrado mais tarde em comparação com a Páscoa devido à incerteza quanto à data precisa do nascimento de Jesus. Durante a era em que Roma estava impregnada pelo paganismo, o dia 25 de dezembro era marcado pela celebração do “Deus-sol Invencível” (Natale Solis Invicti). Essa festa reconhecia tanto a morte da escuridão, quando o sol atingia seu ponto mais baixo, quanto o nascimento da luz, à medida que cada novo dia se prolongava.

Os cálculos aproximados de Hipólito, por volta de 220 d.C., estabeleceram 25 de março como a data da crucificação. Na antiguidade, saber a data exata de nascimento era incomum, mas o dia da morte, especialmente de pessoas importantes, era registrado.

No terceiro século, várias comunidades cristãs acreditavam que 25 de março correspondia à crucificação de Cristo, coincidindo com o equinócio da primavera. Além disso, esse dia marcava o primeiro dia do ano novo, pois muitos acreditavam que a criação do mundo havia começado nessa data, unindo assim a criação e a redenção. Com a suposição infundada de que a vida terrena de nosso Senhor deveria conter um número exato de anos, e através de cálculos, Hipólito designou 25 de dezembro como a data do Natal.

A primeira celebração oficial do Natal foi registrada em Roma no ano 336 d.C., quando os cristãos contrapuseram as festas pagãs com sua própria celebração, proclamando a verdadeira “luz do mundo”, conforme afirmado claramente no evangelho de João 8.12. A celebração do nascimento em 25 de dezembro não simboliza apenas a luz solar, mas o advento do “Sol da justiça”, que nascerá “trazendo salvação nas suas asas”, como profetizado por Malaquias 4.2.

Para os primeiros cristãos, a autenticidade da data não era a preocupação central. O foco residia na verdade teológica que permeava a prática. A encarnação e a expiação caminhavam lado a lado. O Natal e a Páscoa eram faces da mesma moeda: Jesus nasceu para morrer. Essa é a essência do ano litúrgico da igreja, onde o Natal, a Páscoa e a Anunciação convergem para este propósito maior.

O período de Natal começa com a celebração da Natividade de Nosso Senhor, sendo tradicionalmente marcado pela Véspera de Natal, em 24 de dezembro. A celebração continua com:
  • Meia-noite de Natal;
  • Aurora de Natal: Liturgia celebrada ao amanhecer do dia 25;
  • Dia de Natal: Celebração principal da Natividade de Nosso Senhor, no dia 25 de dezembro.
Após o dia 25, o período de Natal continua com os domingos que seguem:
  • Primeiro Domingo após o Natal, que ocorre entre os dias 26 de dezembro e 1º de janeiro.
  • Segundo Domingo após o Natal (quando aplicável, dependendo da data do Epifania).
No contexto do Natal e de todo o seu período, a cor litúrgica predominante é o branco. Esta tonalidade carrega consigo significados, simbolizando divindade, eternidade, pureza, luz e alegria. É, portanto, a escolha mais apropriada para celebrar a encarnação do Deus que veio redimir a humanidade.

Rev. Filipe Schuambach Lopes

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

19 de dezembro: Ó Radix Iesse (Ó Raiz de Jessé) – Isaías 11.1 e 10

Cristo, a Raiz de Jessé,
nossa Esperança e Redenção

Versículo base: “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes brotará um renovo. Naquele dia, a raiz de Jessé estará posta por estandarte dos povos. As nações recorrerão a ela, e a glória será a sua morada.” Isaías 11.1, 10.

No dia 19 de dezembro, a Igreja proclama a terceira Antífona do Ó, dizendo: “Ó Raiz de Jessé, que és um sinal para os povos, vem me resgatar e não tardes mais.” Essa oração olha para Cristo como o rebento que brota do tronco de Jessé, trazendo vida onde tudo parecia morto.

Isaías 11.1 diz: “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes brotará um renovo.” A promessa do Messias surge em meio à destruição. O “tronco de Jessé” parecia seco, mas Deus, em sua fidelidade, fez brotar um renovo. Esse rebento não seria um rei comum, mas o próprio Cristo, que estabelece um reino eterno. Lutero diz: “Cristo é o brotar de um novo reino espiritual, [...] regado com uma força divina.”[1]

No versículo 10, Isaías continua: “Naquele dia, a raiz de Jessé estará posta por estandarte dos povos. As nações recorrerão a ela.” Cristo é esse sinal para todos os povos, o estandarte que atrai pessoas de todas as nações, em sua cruz. Em tempos de desespero e pecado, ele nos chama para perto, trazendo direção e salvação.

Muitas vezes, nossa vida se assemelha a um tronco seco: momentos de fraqueza, culpa e desânimo. Mas Cristo, a Raiz de Jessé,[2] surge como o renovo que traz esperança e nova vida. Ele vem ao nosso encontro hoje por meio de sua Palavra e Sacramentos. Quando você está abatido pelo peso dos seus pecados, seu pastor, ordenado por Cristo, levanta seus olhos para a cruz, proclamando o perdão. Se você adoece e é cercado pela morte, seu pastor traz a viva Palavra de Deus e o Corpo e Sangue de Cristo ao seu leito. Quando preso em um pecado, ele o chama ao arrependimento. E quando você precisa de consolo e força, o pastor administra a Ceia do Senhor, com o perdão e a restauração que Cristo oferece àqueles que confessam a fé cristã.

Assim, no Batismo, Cristo nos regenera e, na Ceia, nos fortalece com seu corpo e sangue, garantindo o perdão dos pecados. Ele age hoje por meio de sua Igreja e de seus servos. Cristo já veio para nos resgatar, vem hoje para nos consolar e virá novamente em glória para nos levar à vida eterna.

Junto com a Santa Igreja Cristã, oramos: “Ó Raiz de Jessé, que és um sinal para os povos, vem me resgatar e não tardes mais.”

Oração: Ó Cristo, Raiz de Jessé, tu és o sinal de esperança para todos os povos. Quando tudo parece morto e sem vida, tu brotas com o teu poder e trazes esperança. Resgata-nos com o teu braço forte e, em nossa fraqueza, envia teus servos para nos confortar com a Palavra e o perdão. Que possamos encontrar em ti a vida e a redenção eterna. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Rev. Filipe Schuambach Lopes
19/12/2024
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[1] “Assim Cristo é chamado, e de fato é o brotar de um novo reino espiritual. Obviamente é diferente de um reino terreno, onde uma assembleia de pessoas recebe um rei. Neste caso o rei nasce primeiro e então reúne um povo para si mesmo. No início haverá um único broto vindo da raiz, de um tronco velho e sem esperança, contudo ele é regado com uma força divina” (AE 16.117).

[2] Refere-se à linhagem de Davi, filho de Jessé, que foi cortada pelo juízo divino, mas de onde surge um renovo – o Messias prometido. Cristo é chamado de Raiz de Jessé porque Ele não é apenas descendente de Davi, mas o “novo Davi”, cujo reinado influencia a história humana até o fim dos tempos (Jr 30.9; Ez 34.23-24; Ap 5.5; 22.16).

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

18 de dezembro: Ó Adonai (Ó Senhor) – Isaías 11.4-5

Cristo, o Senhor que vem com justiça e poder

Versículo base: “Mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra. Castigará a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. O cinto dele será a justiça, e a verdade será a faixa na cintura.” Isaías 11.4-5.

No dia 18 de dezembro, a Igreja proclama a segunda Antífona do Ó, dizendo: “Ó Adonai, guia da casa de Israel, vem me resgatar com o poder do teu braço.” Neste clamor, reconhecemos Cristo como o verdadeiro Senhor, o “Adonai” que governou o povo de Israel no Antigo Testamento e que hoje vem ao nosso encontro com justiça, poder e graça para nos resgatar.

A palavra Adonai é uma palavra hebraica que significa “Senhor”. No Antigo Testamento, Yahweh é o nome pessoal de Deus. No entanto, por respeito e temor de transgredir o segundo mandamento, os judeus passaram a usar “Adonai” como substituto, especialmente durante o período intertestamentário.[1] Esse costume foi assimilado pelos primeiros cristãos, e até hoje “Senhor” é utilizado como um título divino, reconhecendo o governo e a autoridade do Deus verdadeiro. Quando a Igreja ora “Ó Adonai”, está invocando Cristo como o Senhor soberano, o Deus que guiou Israel no passado e que agora nos guia com o mesmo poder e fidelidade.

Em Isaías 11.4-5, o profeta descreve o Messias prometido: “Mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra. Castigará a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. O cinto dele será a justiça, e a verdade será a faixa na cintura.” Essas palavras nos mostram a ação reta e poderosa do Senhor. Diferente dos governantes humanos, Cristo governa com perfeita justiça, sempre em favor mansos e dos necessitados. Ele não age com interesse próprio nem com parcialidade. Seu juízo é reto e perfeito, pois ele conhece todas as coisas e vê a verdade que está nos corações.

Quando Isaías fala que “castigará a terra com a vara de sua boca” e “com o sopro dos seus lábios matará o perverso” (Is 11.4), ele está destacando o poder da Palavra de Deus. A Palavra do Senhor não é vazia ou fraca, mas poderosa para realizar tudo o que diz. Cristo governa com a “vara de sua boca”, ou seja, a sua Palavra, que nos exorta, corrige, salva, fortalece e nos guia. Como o próprio Jesus afirmou: “As palavras que eu lhes tenho falado são espírito e são vida.” (João 6.63).

Quando olhamos para tudo isso, reconhecemos a nossa fragilidade. Assim como Israel no deserto, somos incapazes de nos guiar sozinhos. Muitas vezes, confiamos demais em nossos próprios caminhos, mas o pecado nos engana e nos afasta da vontade de Deus. É por isso que precisamos do “Adonai”, o Senhor soberano, que nos resgata com o poder do seu braço. Cristo veio ao mundo para nos libertar do pecado, da morte e do poder do diabo. Na cruz, ele venceu o mal e nos trouxe a redenção com seu próprio sangue.

Hoje, Cristo continua vindo a nós por meio da sua Palavra e dos Sacramentos. A Palavra de Deus nos guia, nos ensina e nos fortalece. Na Ceia, Cristo nos dá o seu verdadeiro Corpo e Sangue, garantindo-nos o perdão dos pecados e a força necessária para vivermos na justiça e verdade que ele mesmo nos dá.

Por isso, nesta segunda Antífona, clamamos com fé e esperança: “Ó Adonai, guia da casa de Israel, vem me resgatar com o poder do teu braço.” Cristo, o Senhor soberano, já veio para nos resgatar, vem hoje para nos fortalecer e virá novamente em glória para nos levar à vida eterna.

Que possamos confiar na justiça e no poder do Senhor, descansando na certeza de que Ele governa com verdade e nos resgata com Seu braço poderoso.

Oração: Ó Adonai, Senhor soberano da casa de Israel, nós Te louvamos porque governas com justiça e verdade. Resgata-nos com o poder do Teu braço e fortalece-nos com a Tua Palavra e com a Tua Ceia. Ensina-nos a viver em retidão e a confiar no Teu governo perfeito, até o dia em que estaremos para sempre Contigo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Rev. Filipe Schuambach Lopes
18/12/2024 A+D

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[1] O uso de Adonai (אֲדֹנָי) como substituto para o nome Yahweh começou a ser praticado durante o período intertestamentário. Esse período corresponde ao intervalo de cerca de 400 anos entre o fim do Antigo Testamento (por volta de 430 a.C., com o profeta Malaquias) e o início do Novo Testamento (com o nascimento de Jesus Cristo).

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

17 de dezembro: Ó Sapientia (Ó Sabedoria) – Isaías 11.2-3

Cristo, a Sabedoria que vem ao nosso encontro

Versículo base: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.” Isaías 11.2

A partir do dia 17 de dezembro, a Igreja, nas liturgias das vésperas, pode usar o que nós chamamos de Antífonas do Ó, que são orações breves e especiais utilizadas nos últimos dias do Advento, entre 17 e 23 de dezembro. Cada antífona começa com a palavra “Ó” e invoca um título messiânico de Cristo inspirado no Antigo Testamento, especialmente no livro de Isaías. Assim, no dia 17 de dezembro, a Igreja proclama a primeira Antífona do Ó, começando com “Ó Sabedoria, que saíste da boca do Altíssimo, vem me ensinar o caminho da prudência”, baseada em Isaías 11.2-3: 
“Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Ele terá o seu prazer no temor do Senhor. Não julgará segundo a aparência, nem decidirá pelo que ouviu dizer.” 
Em Isaías 11.2-3, o profeta fala sobre o Messias, aquele sobre quem repousará o Espírito do Senhor, trazendo sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, conhecimento e temor do Senhor. Diferente dos líderes do Antigo Testamento, como Saul e Davi, sobre os quais o Espírito repousou temporariamente, Cristo recebe esses dons de maneira completa e perfeita. Ele é o Ungido que, segundo sua natureza divina, é um com o Espírito Santo e a fonte de toda sabedoria e virtude[1]. Jesus, então, não apenas possui esses dons em plenitude, mas os compartilha conosco.

No entanto, quando refletimos sobre essa verdade, precisamos admitir algo sobre nós mesmos: nossa sabedoria é fraca e falha. Por causa do pecado que está no nosso coração, não conseguimos discernir o certo do errado por conta própria. O pecado escurece a nossa mente e nos engana. Muitas vezes, confiamos demais em nossos pensamentos, em nossa inteligência ou nas nossas próprias ideias e acabamos errando o caminho. Como está escrito em Provérbios 14.12: “Há caminho que ao ser humano parece direito, mas o fim dele é caminho de morte.” Achamos que estamos no controle, mas, sem Cristo, nos perdemos em orgulho e ignorância. Essa realidade nos mostra o quanto dependemos dEle para nos guiar.

A boa notícia é que Cristo, a Sabedoria eterna, veio ao nosso encontro para corrigir isso. Ele já veio ao mundo como o Verbo que se fez carne, trazendo graça e verdade para todos nós. Ele possui os dons do Espírito em plenitude, como um rio que jorra de uma fonte inesgotável.[2] Cristo continua vindo hoje, através da sua Palavra e da sua Santa Ceia. Quando ouvimos a Palavra de Deus, seja na leitura da Bíblia, no sermão ou na liturgia do culto, é o próprio Cristo quem está falando conosco. A Palavra de Deus é viva, poderosa e capaz de transformar o nosso coração e a nossa mente. O Espírito Santo, que é um só, mas age de maneiras diversas, ilumina nossa vida,[3] nos dá entendimento e nos ensina a viver com prudência, discernindo aquilo que é bom e agradável aos olhos de Deus.

Além da Palavra, Cristo também vem até nós na sua Ceia. Na Santa Ceia, ele nos dá o seu verdadeiro Corpo e Sangue, perdoando os nossos pecados, fortalecendo a nossa fé e nos enchendo da sua graça. Na Palavra e na Ceia, Cristo nos encontra, nos alimenta e derrama sobre nós os dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, conhecimento e temor do Senhor. Esses dons são a manifestação da presença viva de Cristo entre nós e da sua obra em nossas vidas.

Neste tempo de Advento, quando olhamos para Cristo, a Sabedoria, lembramos que ele é a resposta para o nosso clamor. Ele veio uma vez para nos resgatar, ele vem hoje na sua Palavra e na Ceia para nos ensinar e nos guiar, e ele virá de novo em glória para nos levar para a vida eterna. Que essa oração esteja sempre nos nossos corações: “Ó Sabedoria, que saíste da boca do Altíssimo, vem me ensinar o caminho da prudência.” Cristo já veio, Cristo vem e Cristo virá, trazendo luz, sabedoria e vida. Amém.

Oração: Ó Deus Altíssimo, fonte de toda sabedoria e verdade, tu enviaste o teu Filho, Jesus Cristo, a Sabedoria eterna, para nos guiar no caminho da vida e iluminar os nossos corações com a tua verdade. Te pedimos, Senhor, que derrames sobre nós o teu Espírito de sabedoria e entendimento, para que possamos discernir o certo do errado, viver com prudência e buscar a tua vontade em todas as coisas. Conduze-nos no caminho da retidão, para que nossas vidas reflitam a tua luz e glorifiquem o teu nome, enquanto aguardamos a vinda gloriosa de Cristo. Por Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Rev. Filipe Schuambach Lopes
17/12/2024 A+D

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[1] “A Cristo, seu Filho amado, Deus Pai deu o seu Espírito de tal maneira segundo a humanidade assumida (em razão do que também é chamado Messias, isto é, o Ungido), que Ele não recebeu os dons do mesmo por medida, como os outros santos, pois, segundo a divindade, Ele é de uma essência com o Espírito Santo, o 'Espírito de sabedoria e de entendimento” (FC DS VIII 72).
[2] “Não se perturbe se aqui é dito 'rios' ou, em outro lugar, 'sete Espíritos', pois a santificação destes sete dons do Espírito, como fala Isaías, significa a plenitude de toda virtude... Portanto, um é o rio, mas muitos os canais de dons deste Espírito. Este rio, então, brota da Fonte da Vida" (Ambrósio, NPNF210.114).
[3] “O Espírito é um só e indivisível, mas suas operações são diversas... Ainda que os títulos do Espírito Santo sejam diferentes, ele é um e o mesmo; vivendo, subsistindo e sempre presente junto ao Pai e ao Filho" (Cirilo de Jerusalém, NPNF27.123,125).

As Antífonas do Ó ou Antífonas Maiores

As Antífonas do Ó ou Antífonas Maiores
Estamos chegando nos últimos dias do Advento, um tempo especial de preparação e esperança pela vinda de Cristo. Nesse momento, a Igreja pode cantar ou recitar as Antífonas do Ó, também chamadas de Antífonas Maiores. Essas são sete frases curtas e muito significativas que são usadas entre os dias 17 e 23 de dezembro, durante as Vésperas – a oração da tarde na liturgia. 

O que é uma antífona?
Uma antífona é um verso-chave que prepara o caminho para o texto principal. Por exemplo, uma antífona de um Salmo ajuda a destacar ou resumir o tema central daquele salmo. Se compararmos com uma pintura, a antífona é como a moldura que realça e chama a atenção para a obra de arte.


Origem e Estrutura
As origens das Antífonas do Ó são um pouco incertas. Embora existam muitos textos litúrgicos antigos, poucos são anteriores ao século VII. Há uma possibilidade de que Boécio (ca. 480–524), em sua obra A Consolação da Filosofia, tenha mencionado algo semelhante, sugerindo que elas já eram conhecidas no norte da Itália por volta do século VI.

Cada antífona começa com a palavra "Ó" e inclui um título messiânico de Cristo, inspirado principalmente nas profecias do Antigo Testamento, especialmente em Isaías. Após o título, vem uma pequena explicação sobre quem Cristo é e, por fim, uma súplica introduzida pelo verbo "Vem!", pedindo que o Messias venha ao encontro do seu povo.

As antífonas são uma súplica ansiosa para Deus vir e redimir o seu povo. Elas avançam progressivamente pela história da Redenção, partindo da criação (Ó Sabedoria), desde a eternidade, até o nascimento de Jesus em Belém (Ó Emmanuel). Assim, a Palavra de Deus criadora do Universo (Sapientia), que deu a Lei (Adonai), prometeu, por meio do trono de Davi (Radix Iesse), libertar os cativos do pecado (Clavis David) e trazer a Luz da salvação (Oriens) não apenas para o seu povo escolhido, mas para todas as nações (Rex gentium), habitando entre nós como o Deus conosco (Emmanuel).

Os Títulos e as Profecias
Aqui está a ordem tradicional das Antífonas do Ó:
  1. 17 de dezembro: Ó Sapientia (Ó Sabedoria) – Isaías 11.2-3
    “Ó Sabedoria, que saíste da boca do Altíssimo,
    vem me ensinar o caminho da prudência.”


  2. 18 de dezembro: Ó Adonai (Ó Senhor) – Isaías 11.4-5
    “Ó Adonai, guia da casa de Israel,
    vem me resgatar com o poder do teu braço.”


  3. 19 de dezembro: Ó Radix Iesse (Ó Raiz de Jessé) – Isaías 11.1 e 10
    “Ó Raiz de Jessé, que és um sinal para os povos,
    vem me libertar e não tardes mais.”


  4. 20 de dezembro: Ó Clavis David (Ó Chave de Davi) – Isaías 22.22
    “Ó Chave de Davi, que abres e ninguém fecha,
    vem libertar os que vivem na sombra da morte.”


  5. 21 de dezembro: Ó Oriens (Ó Sol do Oriente) – Isaías 9.2
    “Ó Sol nascente, luz eterna,
    vem iluminar os que estão nas trevas.”


  6. 22 de dezembro: Ó Rex Gentium (Ó Rei das Nações) – Isaías 2.4; 9.6; 11.10-12
    “Ó Rei das Nações, desejado por todos,
    vem salvar o homem que formaste do barro.”

  7. 23 de dezembro: Ó Emmanuel (Ó Deus conosco) – Isaías 7.14
    “Ó Emmanuel, minha esperança e Salvador,
    vem me salvar, Senhor, meu Deus.”
O Significado Teológico e Litúrgico
Uma curiosidade interessante é que, se pegarmos a primeira letra de cada título (Sapientia, Adonai, Radix, Clavis, Oriens, Rex, Emmanuel) e lermos de trás para frente, temos o acróstico "ERO CRAS", que significa "Serei amanhã" ou "Virei amanhã" em latim. Isso é como se Cristo estivesse respondendo ao clamor da Igreja, dizendo que a sua vinda está muito próxima.

O Hino "Ó Vem, Vem, Emanuel"
O hino "Veni Emmanuel", conhecido como "Ó Vem, Vem, Emanuel" no Hinário Luterano, é uma versão adaptada das Antífonas do Ó. Apesar de originalmente conter as sete antífonas, no Hinário Luterano foram incluídas apenas três, em uma ordem diferente.

        1. Ó vem, ó vem, Emanuel!
        Redime o povo de Israel,
        que geme em triste exílio e dor
        e aguarda, crente, o Redentor!
        Dai glória a Deus! Emanuel
        virá em breve, ó Israel!
            2. Ó vem, Rebento de Jessé,
            e aos filhos teus renova a fé;
            que o diabo possam derrotar
            e sobre a morte triunfar!
            Dai glória a Deus! Emanuel
            virá em breve, ó Israel!
    3. Ó vem aqui nos animar
    e nossas almas despertar;
    dispersa as sombras do temor
    e as nuvens densas do terror.
    Dai glória a Deus! Emanuel
    virá em breve, ó Israel!
Veni, veni, Emmanuel
Letra: Hino latino, c. 1100; Psalteriolum Cantionum Catholicarum, 1710; trad. J. Costa, 1953 e 1960
Música: Melodia Gregoriana, Modo I, séc. XV, França; arr. C. Winfred Douglas, 1867-1944
Letra e música: Domínio público. Tradução: © Copyright de João Wilson Faustini, 1953 e 1960 - Usado com permissão
(VENI EMMANUEL - 88 88 com refrão)

Conclusão
As Antífonas do Ó são uma forma linda de nos prepararmos para o Natal. Elas nos lembram das promessas feitas no Antigo Testamento e celebram Jesus como aquele que veio, que vem e que virá novamente. A cada "Vem!" da Igreja, Cristo responde "Virei amanhã", renovando em nossos corações a esperança pela sua chegada e a alegria de celebrarmos o Deus que veio em Belém, o Deus que vem a nós hoje na Palavra e nos Sacramentos e o Deus que virá novamente um dia, para julgar os vivos e mortos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

O QUE ENSINAM OS LUTERANOS: a respeito Santo Batismo


“Imagine um médico que tivesse a habilidade de fazer com que as pessoas não morressem, ou, então, 
mesmo que morressem fazer com que depois vivessem eternamente”?[1] Imagine como as pessoas fariam de tudo para serem tratadas por esse médico! Agora, considere que no Santo Batismo, Deus realmente nos dá o presente da vida eterna! 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Os Sacramentos na Igreja Luterana


Na Igreja Luterana, acreditamos que existem dois meios pelos quais Deus nos concede a sua graça salvadora: a Palavra de Deus e os Sacramentos. Na Igreja Luterana, chamamos de Sacramentos o Batismo, a Santa Ceia e, conforme as Confissões, a Santa Absolvição.

A Palavra de Deus – que é a mensagem sobre Deus e que vem de Deus – é uma das formas pelas quais podemos receber a graça divina. É uma maneira de conhecermos Deus e, a partir daí, começarmos um novo relacionamento com Ele. Os Sacramentos são encontros não apenas com a Palavra de Deus, mas com Jesus, que é a própria Palavra encarnada. O Sacramento é a Palavra vivida e experimentada. Por isso, a fé cristã não é só uma religião da Palavra escrita ou falada, mas também uma religião de encontro e vivência.

Nos Sacramentos, encontramos Deus não apenas por meio da Palavra, mas de uma forma real em nossas vidas. Assim, temos a possibilidade de receber a vida eterna. Contudo, a Palavra fala principalmente à nossa mente, à nossa capacidade de pensar e entender. Mas nós, seres humanos, somos muito mais do que lógica e compreensão. Precisamos de algo que vá além, que nos toque de forma a ultrapassar a razão, que vá além das palavras.

Podemos dizer coisas lindas sobre uma pessoa, descrevê-la em muitos detalhes, mas só podemos realmente conhecer, amar e entender essa pessoa quando a encontramos, passamos tempo com ela e, melhor ainda, quando convivemos com ela.

A Palavra é apenas o começo; o Sacramento é a realização máxima da vida entre nós e Deus, pois cada pessoa é mais do que ela própria sabe ou entende sobre si.

O Sacramento não é uma força mística que age de forma completamente desconhecida e misteriosa sobre as pessoas. Ele é uma das formas pelas quais Deus age em nós por meio da sua Palavra. Ele é um dos meios da graça de Deus. Nesse sentido, o Sacramento realmente age, mesmo que, racionalmente, permaneça um mistério para nós.

A palavra grega “mysterion”, traduzida para o latim como “sacramentum”, não significa apenas algo escondido ou incompreensível, mas também algo que revela e explica.

Podemos não entender exatamente como funciona – por que, por meio dessas palavras e desse sinal, Cristo entra em nós –, mas mesmo assim podemos vivenciar isso. A única coisa necessária é termos fé.

Sobre a Santa Ceia, Martinho Lutero diz no “Catecismo Maior” o seguinte:
“Pois Cristo me ordena comer e beber, para que o sacramento seja propriedade minha e me seja de proveito como seguro penhor e sinal, sim, como exatamente o bem que foi estabelecido para meu benefício na luta contra o meu pecado, a morte e toda desgraça. Por isso, é com razão que ele se chama alimento da alma, que nutre e fortalece a nova natureza. Porque, pelo batismo, primeiro nascemos de novo. Entretanto, como já foi dito, ainda permanece na pessoa a velha pele, em forma de carne e sangue. São tantos os obstáculos e os ataques do diabo e do mundo que muitas vezes ficamos cansados e fracos, e vez por outra também tropeçamos. Por isso, a Santa Ceia nos é dada como pasto e alimento diário, para que a fé se restaure e fortaleça, a fim de que nessa luta ela não sofra revés, mas se torne cada vez mais vigorosa.”[1]
Todos os membros da Igreja Luterana (IELB) que foram batizados e confirmados podem participar da Santa Ceia, desde que não tenham sido excluídos da congregação ou da Igreja, e não estejam vivendo em pecado aberto e não arrependido. Também podem participar os membros de igrejas parceiras da IELB, que têm comunhão de altar conosco, desde que sejam batizados e confirmados.


[1] Catecismo Maior, do Sacramento do Altar in Livro de Concórdia, 2021, p.505, [22-24]


domingo, 27 de outubro de 2024

Comemoração da Fundação do Seminário Concórdia, A.D. 1903

Hoje, a Igreja Evangélica Luterana do Brasil comemora e lembra a Fundação do Seminário Concórdia.

Desde o início na história da IELB, a educação sempre foi vista como prioritária, especialmente na formação teológica dos ministros da Palavra. A fundação do Seminário Concórdia, em 27 de outubro de 1903, ainda antes da organização formal da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) em 1904, marca o início de um grande legado educacional e espiritual.

O Seminário teve seu início em Bom Jesus, São Lourenço do Sul, RS, em uma pequena igreja local e um simples galpão de madeira. O Rev. John Hartmeister, missionário do Sínodo de Missouri, foi o primeiro professor e diretor. Ele ensinava os três primeiros alunos — Emilio Wille, Heinrich Drews e Ewald Hirschmann — em um currículo que abrangia desde história bíblica até o catecismo e línguas clássicas. Esses alunos, juntamente com Hartmeister, enfrentaram condições desafiadoras, mas estavam unidos pela fé e pelo desejo de servir à Igreja de Cristo.

Com o tempo, o Seminário foi crescendo e superando obstáculos. Em 1907, ele foi reaberto em Porto Alegre, e em 1912, foi transferido para um prédio próprio, consolidando-se como um centro de formação teológica. Ao longo dos anos, o Seminário formou centenas de pastores que, hoje, servem em congregações não apenas no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Chile, Paraguai, Argentina e outros.

Em 1984, o Seminário Concórdia se mudou para São Leopoldo, onde continua sendo a principal instituição de formação de pastores da IELB. Diversas organizações como o Diretório Acadêmico Martinho Lutero (DAMAL), a Associação de Servas Amigas do Seminário (ASAS), ajudam a fortalecer a vida comunitária e acadêmica, criando um ambiente de apoio e dedicação.

Um dos marcos mais recentes na história do Seminário aconteceu em 5 de agosto de 2024, quando ele também se tornou oficialmente uma faculdade, com o curso de Teologia sendo reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Esse reconhecimento é um passo significativo, pois reflete a excelência acadêmica e a importância do Seminário no cenário educacional brasileiro, abrindo novas oportunidades para a formação teológica no país.

Agora, como faculdade, o Seminário Concórdia continua sua missão de formar pastores e teólogos comprometidos com o ensino da Palavra de Deus e o cuidado do rebanho de Cristo.

Com uma história rica e um impacto profundo na vida da Igreja, o Seminário Concórdia permanece fiel à sua missão, continuando a preparar líderes espirituais para proclamar o Evangelho e servir ao povo de Deus com amor e dedicação.

Oração do dia
Senhor Deus, te louvamos pela história e pelo legado do Seminário Concórdia. Te agradecemos pelos muitos pastores que foram formados nesta escola e que, ao longo de mais de um século, têm pregado o Evangelho e administrado os Sacramentos com fidelidade. Pedimos que continues a abençoar o Seminário, seus professores e alunos, para que sempre sejam movidos pelo teu Espírito Santo e capacitados a servir a tua Igreja. Fortalece em nós a disposição para estudar a tua Palavra e proclamar com alegria a salvação em Cristo Jesus, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Seminário Concórdia! Salve! Salve!
O teu nome é o nosso pavilhão.
Teu passado glorioso nos inspira
nos estudos e em nossa formação.
Dos teus mestres o exemplo e a probidade
são na vida em teu meio a nossa luz.
Seu ensino da celestial verdade
nos converte em obreiros de Jesus.
Seminário Concórdia! Ó baluarte!
Da verdade que haurimos com ardor,
para um dia levar a toda parte
a mensagem do Cristo Redentor!
Seminário Concórdia! Concórdia! (Hino do Seminário Concórdia)

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Festa de São Lucas, Evangelista - 18 de outubro


Hoje, a Santa Igreja celebra com grande alegria o a festa de São Lucas, Evangelista.

São Paulo uma vez chamou Lucas de “o médico amado” (Colossenses 4.14). Ele era, portanto, um médico do corpo, mas ainda mais a Igreja o honra como médico da alma. Além de acompanhar São Paulo em algumas de suas viagens missionárias, São Lucas escreveu mais de um terço do Novo Testamento. Ele pesquisou cuidadosamente e organizou um relato detalhado da vida de nosso Senhor Jesus Cristo, o terceiro Evangelho canônico. Também investigou a propagação do Evangelho, desde Jerusalém, passando por toda a Judeia e Samaria, até os confins da terra (Atos 1.8), incluindo suas próprias memórias do tempo que passou com Paulo.

O Evangelho de Lucas é único em várias características. Primeiro, ele começa com informações que só poderiam ter vindo da própria Virgem Maria. Ele sugere isso quando menciona que Maria “guardava todas estas coisas no coração” (Lucas 2.51), preservando as palavras e acontecimentos que inicialmente não compreendia. Ela deve ter aberto seu coração para Lucas e contado a ele os eventos em torno do nascimento de nosso Senhor. Assim, é apenas no Evangelho de Lucas que conhecemos os detalhes da anunciação (Lucas 1.26-38), da visitação (Lucas 1.39-45), da concepção e nascimento de João Batista (Lucas 1.5-25; 57-66), a viagem a Belém (Lucas 2.1-5), a manjedoura e os pastores (Lucas 2.6-20), os anjos e seu cântico (Lucas 2.13-14), Simeão e Ana (Lucas 2.25-38), e a ida a Jerusalém quando Jesus tinha doze anos (Lucas 2.41-52).

Segundo, o Evangelho de Lucas contém ensinamentos únicos de Cristo: somente lá encontramos a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.25-37), a história do rico e Lázaro (Lucas 16.19-31), o filho pródigo (Lucas 15.11-32), e o fariseu e o publicano (Lucas 18.9-14). Em Lucas, Cristo adverte persistentemente sobre os perigos da confiança nas riquezas (Lucas 12.13-21; 16.13) e destaca o papel das mulheres. Maria sentada aos pés de Jesus para ouvir seus ensinamentos aparece apenas em Lucas (Lucas 10.38-42). Lucas literalmente enquadra seu Evangelho com o templo de Jerusalém, começando e terminando lá (Lucas 1.8-9; 24.52-53), e dele a Igreja tirou diversos cânticos para o culto, como o Ave Maria (Lucas 1.28), o Magnificat (Lucas 1.46-55), o Benedictus (Lucas 1.68-79) e o Nunc Dimittis (Lucas 2.29-32).

O segundo livro de Lucas, o Livro de Atos, relata a propagação do Evangelho após a Ascensão até a prisão de Paulo em Roma (Atos 1.1-2; 28.16-31). Ele nos fornece informações inestimáveis sobre tudo o que o Senhor exaltado continuou a fazer e a ensinar por meio de seus apóstolos. Assim como no Evangelho, Lucas destaca especialmente a obra do Espírito Santo (Atos 2.1-4) e a alegria constante que as boas-novas trazem ao libertar as pessoas da escravidão do pecado e do medo da morte (Lucas 4.18-19; Atos 13.38-39). O testemunho alegre de Lucas sobre a vida de nosso Senhor e a obra do Espírito na Igreja é, de fato, um dos maiores tesouros da Igreja, e por este homem que pesquisou e reuniu essa história para nós, damos graças a Deus neste dia!

Oração do dia
Todo-poderoso Deus, nosso Pai, teu bendito Filho chamou o médico Lucas para ser um evangelista e médico das almas. Concede que a medicina curativa do Evangelho e dos sacramentos possa afastar as doenças de nossas almas a fim de que possamos sempre te amar e servir com corações voluntários; através de Jesus Cristo, teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Cor litúrgica: Vermelha

Leituras Bíblicas:

Primeira Leitura: Isaías 35.5-8
Salmodia: Salmo 147.1-11 (antífona vers.12)
Segunda Leitura: 2Timóteo 4.5-18
Santo Evangelho: Lucas 10.1-9

Na enfermidade, morte e cruz
    relembra: Meu Senhor Jesus
minha alma aflita há de curar,
    e nisto devo me fiar. (HL 375.6)
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Texto e oração traduzido e adaptado de Celebrating the Saints: The Feasts, Festivals, and Commemorations of Lutheran Service Book escrito pelo Rev. William Weedon e publicado pela Concordia Publishing House. Salvo exceção, todas as citações da Bíblia Sagrada são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), da Sociedade Bíblica do Brasil. A letra do hino é do Hinário Luterano da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Liturgia para a celebração da Santa Ceia


 Apresento uma opção para a celebração da Santa Ceia, baseada nas Ordens I e II da Lutheran Service Book, que é a agenda litúrgica da Lutheran Church-Missouri Synod. Esta é uma tradução livre.

A liturgia pode ser acessada pelo seguinte link: Google Drive.